O PÁSSARO IMPOSSÍVEL
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O MORTO
O MORTO
É um morto apenas,
nada mais que um morto.
Mais nada espera
e nada sente.
Não mede os lucros,
nem os prejuízos.
A terra apenas é a sua herança.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A MORTE DAS PALAVRAS
A MORTE DAS PALAVRAS
As lembranças perdidas dormem
sob a pedra.
A borboleta se abaixa sobre
a rosa morta.
As facas do ódio cortam
as palavras.
Sem forças
e sem cor
as palavras morrem
na noite
que se desfaz em lágrimas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
SAPATINHOS
SAPATINHOS
Sobre as pedras na margem do rio
um par de sapatinhos.
O rio estendeu
seu lençol sobre o menino
e o fez dormir
no seu leito para sempre.
sábado, 7 de janeiro de 2012
CASINHA
CASINHA
Apenas uma casinha
doendo de saudade na paisagem.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
TEMPESTADE
TEMPESTADE
Das mesas postas do céu
caem talheres de ouro.
Na beira das águas pulsantes
do rio
o louco dança
com uma flor nas mãos.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Feliz 2012!
Um ano de muita alegria a todos que passarem por aqui.
domingo, 18 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL
Aos meus amigos e a todos que por aqui passarem
meus votos de um Feliz Natal.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
OLVIDO
Olvido
A lua e as estrelas
vêm beber,
no rio,
a água do olvido.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
THE WASTE LAND
THE WASTE LAND
Na terra desolada
os pássaros tristes permanecem,
vão e vêm e não morrem.
A lembrança do verde os alimenta.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A NOITE LAVA
A NOITE LAVA
A noite lava
a morte.
Apaga
a última paisagem
gravada
nos olhos de pérola
do peixe.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
PARTO
PARTO
As casas e os homens
se desfazem em silhuetas
Logo a noite vai parir estrelas.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A FLOR E O ARAME
Entre os fios de arame
a flor se abre para o sol.
sábado, 12 de novembro de 2011
Você conhece o Urutau?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
ESPERA
Quando a morte começa a desfazer costuras.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
MEMÓRIA
MEMÓRIA
As lembranças crescem no sangue
do sol poente.
O velho poço tira as estrelas lá
do alto.
A terra se mistura com o pó
dos pássaros e
das borboletas
e cega os olhos ressequidos dos velhos.
Todas as canções se
apagaram.
É terrível o silêncio na garganta dos mortos.
domingo, 23 de outubro de 2011
O SOL NOSSO DE CADA DIA
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
DEGRAUS
Meus olhos estão sentados
nos degraus da escada
da melancolia.
domingo, 16 de outubro de 2011
PRIMAVERA
Meu jardim acordou todo vestido
de retalhos de chita colorida.
domingo, 9 de outubro de 2011
ATÉ A MORTE
As nossas feridas
sangram.
Sangrarão
até que a
morte
nos mande
calar.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
AS JANELAS
AS JANELAS
As janelas das casas são espelhos
do tempo
quando
murcharam
todos
os caminhos
e onde
apenas brotam as flores do esquecimento.
Só os olhos
de pedra
se lembrarão para sempre.
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