Quantas coisas viram tuas
janelas
e os olhos que nelas se
debruçavam.
Olhos que viam o dia nascendo e
a névoa
como uma coberta sobre a serra,
viam as flores dançando lá fora,
viam a noite, a lua convidando a
amar.
Esses olhos e tuas janelas
se fecharam para sempre.
Hoje, apenas os fantasmas te habitam.