segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

THE WASTE LAND






THE WASTE LAND

Na terra desolada
os pássaros tristes permanecem,

vão e vêm e não morrem.
A lembrança do verde os alimenta.






quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A NOITE LAVA






























A NOITE LAVA
            
A noite lava
a morte.

Apaga  
a última paisagem
gravada

nos olhos de pérola
do peixe. 




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PARTO































PARTO


As casas e os homens
se desfazem em silhuetas

Logo a noite vai parir estrelas.








quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ESPERA


























                               
                    

                                   Quando a morte começa a desfazer costuras.




  



             
                                                 


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MEMÓRIA
































MEMÓRIA

As lembranças crescem no sangue
do sol poente.
O velho poço tira as estrelas lá
do alto.
A terra se mistura com o pó
dos pássaros e
das borboletas
e cega os olhos ressequidos dos velhos.
Todas as canções se
apagaram.
É terrível o silêncio na garganta dos mortos.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

ATÉ A MORTE




























                               

As nossas feridas
sangram.

Sangrarão
até que a
morte

nos mande
calar.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

AS JANELAS




























AS JANELAS

As janelas das casas são espelhos
do tempo

quando
murcharam
todos
os caminhos

e onde
apenas brotam as flores do esquecimento.

Só os olhos
de pedra
se lembrarão para sempre.



sábado, 24 de setembro de 2011

LABIRINTO
































LABIRINTO

A noite é um labirinto de pedras.
As palavras se quebram em minha boca.
Um grito, dentro do peito.

Recolho-me no umbigo da dor
mastigando o pão da morte.




domingo, 18 de setembro de 2011

SONHO




























                                         

                                          Sonharemos no sono da morte?




sábado, 10 de setembro de 2011

CASA VELHA






































Quantas coisas viram tuas janelas
e os olhos que nelas se debruçavam.
Olhos que viam o dia nascendo e a névoa
como uma coberta sobre a serra,
viam as flores dançando lá fora,
viam a noite, a lua convidando a amar.

Esses olhos e tuas janelas
se fecharam para sempre.

Hoje, apenas os fantasmas te habitam.

                                  





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

APRENDIZADO




                             
                                     Não te espante o meu silêncio:
                                     estou aprendendo a morrer.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A CASA




                                          A velha casa dorme
                                          e permanece no tempo.



A beleza do rio Tietê