quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ESPERA


























                               
                    

                                   Quando a morte começa a desfazer costuras.




  



             
                                                 


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MEMÓRIA
































MEMÓRIA

As lembranças crescem no sangue
do sol poente.
O velho poço tira as estrelas lá
do alto.
A terra se mistura com o pó
dos pássaros e
das borboletas
e cega os olhos ressequidos dos velhos.
Todas as canções se
apagaram.
É terrível o silêncio na garganta dos mortos.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

ATÉ A MORTE




























                               

As nossas feridas
sangram.

Sangrarão
até que a
morte

nos mande
calar.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

AS JANELAS




























AS JANELAS

As janelas das casas são espelhos
do tempo

quando
murcharam
todos
os caminhos

e onde
apenas brotam as flores do esquecimento.

Só os olhos
de pedra
se lembrarão para sempre.



sábado, 24 de setembro de 2011

LABIRINTO
































LABIRINTO

A noite é um labirinto de pedras.
As palavras se quebram em minha boca.
Um grito, dentro do peito.

Recolho-me no umbigo da dor
mastigando o pão da morte.




domingo, 18 de setembro de 2011

SONHO




























                                         

                                          Sonharemos no sono da morte?




sábado, 10 de setembro de 2011

CASA VELHA






































Quantas coisas viram tuas janelas
e os olhos que nelas se debruçavam.
Olhos que viam o dia nascendo e a névoa
como uma coberta sobre a serra,
viam as flores dançando lá fora,
viam a noite, a lua convidando a amar.

Esses olhos e tuas janelas
se fecharam para sempre.

Hoje, apenas os fantasmas te habitam.

                                  





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

APRENDIZADO




                             
                                     Não te espante o meu silêncio:
                                     estou aprendendo a morrer.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A CASA




                                          A velha casa dorme
                                          e permanece no tempo.



domingo, 28 de agosto de 2011

PRECE




         


Prece

Devolva-me, Senhor, as palavras.
Talvez eu as compreenda e me salve.





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CONTEMPLAÇÃO





Contemplação

A água corre, um pássaro
voa, uma folha cai.

Em cada esquina do mundo
a beleza nos contempla.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

DORMIR



























                                    
                           Dormir é estender a rede sobre o precipício.





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

NUVENS








                                        


                                      Nuvens

As nuvens se banham
no silêncio puro
na sombra profunda
do rio que segue
um caminho sem fim.



A beleza do rio Tietê