quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL



       
         

Aos meus amigos e a todos que por aqui passarem

meus votos de um Feliz Natal.













segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

THE WASTE LAND






THE WASTE LAND

Na terra desolada
os pássaros tristes permanecem,

vão e vêm e não morrem.
A lembrança do verde os alimenta.






quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A NOITE LAVA






























A NOITE LAVA
            
A noite lava
a morte.

Apaga  
a última paisagem
gravada

nos olhos de pérola
do peixe. 




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PARTO































PARTO


As casas e os homens
se desfazem em silhuetas

Logo a noite vai parir estrelas.








quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ESPERA


























                               
                    

                                   Quando a morte começa a desfazer costuras.




  



             
                                                 


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MEMÓRIA
































MEMÓRIA

As lembranças crescem no sangue
do sol poente.
O velho poço tira as estrelas lá
do alto.
A terra se mistura com o pó
dos pássaros e
das borboletas
e cega os olhos ressequidos dos velhos.
Todas as canções se
apagaram.
É terrível o silêncio na garganta dos mortos.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

ATÉ A MORTE




























                               

As nossas feridas
sangram.

Sangrarão
até que a
morte

nos mande
calar.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

AS JANELAS




























AS JANELAS

As janelas das casas são espelhos
do tempo

quando
murcharam
todos
os caminhos

e onde
apenas brotam as flores do esquecimento.

Só os olhos
de pedra
se lembrarão para sempre.



sábado, 24 de setembro de 2011

LABIRINTO
































LABIRINTO

A noite é um labirinto de pedras.
As palavras se quebram em minha boca.
Um grito, dentro do peito.

Recolho-me no umbigo da dor
mastigando o pão da morte.




domingo, 18 de setembro de 2011

SONHO




























                                         

                                          Sonharemos no sono da morte?




sábado, 10 de setembro de 2011

CASA VELHA






































Quantas coisas viram tuas janelas
e os olhos que nelas se debruçavam.
Olhos que viam o dia nascendo e a névoa
como uma coberta sobre a serra,
viam as flores dançando lá fora,
viam a noite, a lua convidando a amar.

Esses olhos e tuas janelas
se fecharam para sempre.

Hoje, apenas os fantasmas te habitam.

                                  





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

APRENDIZADO




                             
                                     Não te espante o meu silêncio:
                                     estou aprendendo a morrer.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A CASA




                                          A velha casa dorme
                                          e permanece no tempo.



domingo, 28 de agosto de 2011

PRECE




         


Prece

Devolva-me, Senhor, as palavras.
Talvez eu as compreenda e me salve.





sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CONTEMPLAÇÃO





Contemplação

A água corre, um pássaro
voa, uma folha cai.

Em cada esquina do mundo
a beleza nos contempla.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

DORMIR



























                                    
                           Dormir é estender a rede sobre o precipício.





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

NUVENS








                                        


                                      Nuvens

As nuvens se banham
no silêncio puro
na sombra profunda
do rio que segue
um caminho sem fim.



domingo, 31 de julho de 2011

ORIGEM


                                                Origem  

                                                Eu não nasci,
                                                vim do mar.



              

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A ESPADA DA NOITE





                                 


A ESPADA DA NOITE

Os gritos dos grilos
 brotam
das faces ocas
 da tarde
e beliscam a pele
 do céu.

A espada da noite
degola o dia.


.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

OS POETAS DA SOLIDÃO


































Os poetas da solidão

Com voz sonâmbula
os sapos cantam
i n f i n d a v e l m e n t e
 para a lua.
São os poetas da solidão.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os girassóis



                                     
                         O vento brinca no seio dourado dos girassóis.





quarta-feira, 6 de julho de 2011

NOTURNO

       
                    NOTURNO
           
As casas sonham.
A cidade dorme.

Eu e meu cão vagamos pela noite.

Ele bebe as estrelas refletidas
na água que a chuva deixou pelas calçadas.

A lua e o silêncio me alimentam.

É minha a noite.
A minha alma canta.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Meus pássaros











                                         
              Nem todo pássaro é impossível.   




sexta-feira, 17 de junho de 2011

ALVORADA




                                    ALVORADA


A lua sonhadora treme
e se despede da ruazinha sem saída.

As primeiras luzes da manhã
aparecem sobre os altos muros.

O vento move com suavidade
a verde copa das árvores.

O sol espia desconfiado
por detrás das montanhas.

As vozes da fonte e dos pássaros
vão abrindo a manhã.



sábado, 11 de junho de 2011

AMOR E SILÊNCIO




LAREIRA


As taças vazias
sobre a mesa
A lenha
ardendo na lareira
Não dizemos
nada
Apenas contemplamos.

O amor é feito de silêncio.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ampulheta

























Ampulheta

As nossas preces de areia
não são capazes de calar
o alarme pontual da morte.