segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Travessura



                                                                      
TRAVESSURA

O vento sacode
as saias das nuvens
penduradas no varal do céu.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Inocência




Inocência


Um caixãozinho branco sobre a mesa.
Com um pequeno triciclo a menininha
dá voltas e voltas ao redor
sem compreender
por que puseram ali o seu irmãozinho.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alba

      

 Alba


Bebo a água do dia
O sol cintila em minha língua

O vento dança em meus cabelos
Meus pés descalços tocam a terra

Uma grande toalha de silêncio verde
Se estende diante de meus olhos

Um pássaro paira no céu
É azul a sombra do universo.



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Se quiser ouvir este e outro poema, visite
CONEXÃO BRASIL FM.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aconchego



                                                        
 A tarde se veste de silêncio.
O sol sangra o azul do céu.
Sob as asas do pássaro, o dia se recolhe.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Casinha



                                         

                         
                                 Casinha simples, tão à vontade na paisagem.                                        
                                 Parece ter brotado da terra como as árvores.



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A NOVA POESIA BRASILEIRA

                  
                     Com muito prazer, estou no blog do


                     Benilson Toniolo: A NOVA POESIA BRASILEIRA.


                     Quem quiser conferir os poemas que ele selecionou....


                      
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Candelabro




                                      CANDELABRO


               Pedaço de céu
               se incendeia.
               Candelabro.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Instantes




            1. Dádiva

Hoje nasceu uma flor no meu jardim.
Eu pude vê-la.


2. Não tenho mais quintal

                        Um galo perdido no tempo
                        canta na minha janela todas as manhãs.


3. Degrau

No alto degrau do dia
O pássaro olha o céu
e sonha.


4. Andorinha

Hoje uma andorinha pousou na janela.
Ficou mais bonita a minha manhã.


5. Fonte

As águas do rio davam de beber
a um cardume prateado de estrelas.


6. Luz

Na manhã iluminada
as flores se abrem
como o sorriso de Deus.


7. Resíduo

Tenho apenas um punhado de areia em minhas mãos.
Mas o mar ainda canta em meus ouvidos.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cacos




1. Encontro

No poço fundo
Da noite oca
A morte estúpida
Mostra seus dentes.


2. Destino

Entre pedras vestidas de verde
morrerei de cantar,
como as cigarras.


3. Apenas

Apenas o silêncio
da rosa no vaso
e a minha dor.


4. Bagagem

Comigo vai apenas o meu nada,
diz o silêncio nos lábios do morto.


5. Solidão

Sou um fruto esquecido
numa árvore morta.


6. Árvore
                                           
Teu grito
meu silêncio
frutos da mesma dor.


7. O espelho

Na eternidade baça do espelho
dois olhos perdidos me olham.



domingo, 9 de janeiro de 2011

Sede


                                                                    Espatódea (Spathodea nilotica)
                                           


                                              Sede

                                      Amanhece.
                                      As flores abrem as bocas sedentas
                                      e bebem, gota a gota, a luz do mundo.




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inscrições





1. Leveza

Era leve o pássaro
e ainda mais leve o seu canto.


2. O timoneiro

A noite cai sobre o meu barco.
Para onde me levará o vento?
             
3. Gregueria

Leve-me flores quando o meu relógio morrer.


4. Madrugada

Para cantar a madrugada
não é preciso que o galo
conheça os seus mistérios.


5. Infinitamente

Canto a tristeza
de não ser flor.


6. Dor

Alimentei meu pássaro
com a morte.


7. Vestimenta

Queimei os meus vestidos.
Quero vestir-me apenas de palavras.

  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!



                                   Ano novo, vida nova.


                            A vida se renova 
                            nas águas do poema.





segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Anunciação




                                             ANUNCIAÇÃO

As maritacas gritam anunciando a chuva.
No bico, o sangue doce das amoras.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sementes





SEMENTES


1.

Pálido pássaro pousado
na tênue luz da manhã.


2.

Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.


3.

No coração da árvore
a memória do rio.


4.

Eu não nasci,
vim do mar.


5.

Quero o poema como um grito no escuro.


6.

Arranquem meus olhos.
A flor está morta.


7.

Uma agulha cerzindo o universo.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poesia Diversa

Estou no Poesia Diversa, do Hilton Valeriano.
Se quiser ver e aproveitar para conhecer um belo blog, clique aqui.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A beleza do rio Tietê