sábado, 19 de maio de 2018

ALMANAQUE





Tudo estava perdido. A casa, a família, as relíquias, até sua memória.
No quartinho do asilo onde vivia restava-lhe apenas aquele almanaque encardido que ela não largava nunca, nem permitia que ninguém pusesse as mãos nele. 












2 comentários:

Sinval Santos da Silveira disse...

Querida Poetisa, Sônia Brandão !
Imagino a emoção, ao encontrar
o almanaque... tão simples e tão
valioso em recordações.
Eu posso entender, amiga.
Um carinhoso abraço.
Sinval.

Ulisses de Carvalho disse...

Para ela era o mundo. Espero poder ver mais das tuas palavras por aqui, Sônia, gosto do que escreves, já te disse, mas deixo dito outra vez. Um abraço!