O meu alimento é o sangue do sol
poente.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
LABIRINTO
LABIRINTO
A noite é um labirinto de
pedras.
As palavras se quebram em minha
boca.
Um grito, dentro do peito.
Recolho-me no umbigo da dor
mastigando o pão da morte.
domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
CASA VELHA
Quantas coisas viram tuas
janelas
e os olhos que nelas se
debruçavam.
Olhos que viam o dia nascendo e
a névoa
como uma coberta sobre a serra,
viam as flores dançando lá fora,
viam a noite, a lua convidando a
amar.
Esses olhos e tuas janelas
se fecharam para sempre.
Hoje, apenas os fantasmas te habitam.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
CONTEMPLAÇÃO
Contemplação
A água corre, um pássaro
voa, uma folha cai.
Em cada esquina do mundo
a beleza nos contempla.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A ESPADA DA NOITE
A ESPADA DA NOITE
Os gritos dos grilos
brotam
das faces ocas
da tarde
e beliscam a pele
do céu.
A espada da noite
degola o dia.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
OS POETAS DA SOLIDÃO
Os poetas da solidão
Com voz sonâmbula
os sapos cantam
i n f i n d a v e l m e n t e
para a lua.
São os poetas da solidão.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
NOTURNO
NOTURNO
As casas sonham.
A cidade dorme.
Eu e meu cão vagamos pela noite.
Ele bebe as estrelas refletidas
na água que a chuva deixou pelas calçadas.
A lua e o silêncio me alimentam.
É minha a noite.
A minha alma canta.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
ALVORADA
ALVORADA
A lua sonhadora treme
e se despede da ruazinha sem saída.
As primeiras luzes da manhã
aparecem sobre os altos muros.
O vento move com suavidade
a verde copa das árvores.
O sol espia desconfiado
por detrás das montanhas.
As vozes da fonte e dos pássaros
vão abrindo a manhã.
sábado, 11 de junho de 2011
AMOR E SILÊNCIO
LAREIRA
As taças vazias
sobre a mesa
A lenha
ardendo na lareira
Não dizemos
nada
Apenas contemplamos.
O amor é feito de silêncio.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
HORA DA DESOLAÇÃO
Hora da desolação
Os salgueiros choram sobre o sangue dos galos degolados.
_______________
Estou no CRONÓPIOS: http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=5053
________________
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Paisagem
PAISAGEM
O céu é uma borboleta azul
abrindo as asas sobre a terra.
As penas dos pássaros flutuam
nos dedos do vento.
Um cavalo pasta a paisagem.
O arco-íris dança sobre o rio.
As árvores mergulham no espelho d’água.
As cigarras se queimam em música.
_________
segunda-feira, 2 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A JANELA CEGA
A JANELA CEGA
Debruçado na janela cega
bebe o vazio,
procura o esquecimento.
Pendura os olhos no varal
do tempo
para não ver a rosa
que sangra no espelho.
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Na tarde
NA TARDE
A cigarra se queima
em música.
As árvores se miram
no espelho d’água.
sábado, 26 de março de 2011
Anoitecer
ANOITECER
O silêncio
abre as asas tristes.
O dia se consome.
Uma rosa e o crepúsculo
agonizam.
________________
segunda-feira, 14 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Inocência
Inocência
Um caixãozinho branco sobre a mesa.
Com um pequeno triciclo a menininha
dá voltas e voltas ao redor
sem compreender
por que puseram ali o seu irmãozinho.
___________
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Alba
Alba
Bebo a água do dia
O sol cintila em minha língua
O vento dança em meus cabelos
Meus pés descalços tocam a terra
Uma grande toalha de silêncio verde
Se estende diante de meus olhos
Um pássaro paira no céu
É azul a sombra do universo.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A NOVA POESIA BRASILEIRA
Com muito prazer, estou no blog do
Benilson Toniolo: A NOVA POESIA BRASILEIRA.
Quem quiser conferir os poemas que ele selecionou....
_____________
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Agora sabemos o que nenhum anjo sabe. Agora somos o tempo. De nossos corpos outras noites nascerão e juntos voaremos nosso vôo noturno nas a...















































