sábado, 29 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
NÃO SOU UMA OBRA DO ACASO
Não sou uma obra do acaso
Sou o que sou.
Não poderia
ser outra coisa.
Sou apenas
quem se espanta todo dia.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O SILÊNCIO
O SILÊNCIO
No rio inquieto
o murmúrio das
águas
onde te
espelhas.
Não te
reconheces.
Teu sangue
ainda flui nas
águas.
Existes.
Como se já não
fosses
ou fosses
outro.
Pouco importa.
Basta o
silêncio
das pedras no
caminho.
sábado, 20 de abril de 2013
O PICA-PAU
O PICA-PAU
O pica-pau
bica os olhos
da árvore
morta
e nem se
importa
com os gritos
de:
Bem-te-vi!
Bem-te-vi!
sábado, 6 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
PAUSA
Pausa
O rio e as
nuvens carregam o corpo do outono.
As folhas
caíram para renascer.
Os barcos se
foram, mas voltarão.
domingo, 3 de março de 2013
O MURO E A FLOR (e-book)
Apresento-lhes
o meu mais novo livro para leitura, em forma de e-book.
Espero que lhes agrade.
Espero que lhes agrade.
http://issuu.com/jcmbrandao/docs/o_muro_e_a_flor
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Quem pintou as asas das borboletas?
"Penso no doido a quem perguntaram o que fazia da vida, e que respondeu: - Eu pinto as asas das borboletas..." (Álvaro Moreyra)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
NINHO NOVO
Minha vizinha se mudou e quer alugar o apartamento.
Por enquanto alugou só o parapeito da janela do banheiro.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O HOMEM E O COBERTOR
O homem e o cobertor
O homem
perambula
pelas ruas e
praças da cidade
agarrado a seu
cobertor.
É toda a sua
riqueza.
Nele ele
embrulha a sua miséria.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
CENA
CENA
Eu vi o corpo inerte na calçada
as mãos crispadas seguravam o
vazio
a boca aberta ainda guardava um
grito
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O JARDINEIRO
O JARDINEIRO
O jardineiro
morria um pouco
em cada
canteiro que plantava.
Cada semente
levava um pouco
do seu corpo.
Cada flor
levava um pouco
da sua alma.
...Agora é
primavera
e o jardineiro
dorme para
sempre
em seu jardim.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
A FLOR DA AFLIÇÃO
A flor da aflição
Penhascos de
silêncio se erguem na noite
São de pedra
nossos dias
Nossos filhos
estão mortos
Estão loucos
nossos irmãos.
Sentados sob
as árvores secas, tecemos a treva.
Perdemos o
caminho de volta
Sobre nossos
ombros o cansaço, o segredo, a morte.
Breve
vestiremos a pele da terra
Nas nossas
mãos murchas levamos a flor da aflição.
Assinar:
Postagens (Atom)














