quinta-feira, 15 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
A FLOR DA AFLIÇÃO
A flor da aflição
Penhascos de
silêncio se erguem na noite
São de pedra
nossos dias
Nossos filhos
estão mortos
Estão loucos
nossos irmãos.
Sentados sob
as árvores secas, tecemos a treva.
Perdemos o
caminho de volta
Sobre nossos
ombros o cansaço, o segredo, a morte.
Breve
vestiremos a pele da terra
Nas nossas
mãos murchas levamos a flor da aflição.
sábado, 20 de outubro de 2012
O ROSTO DA MORTE
O rosto da morte
As vozes calam na noite.
Todos os caminhos silenciam.
A casa vestiu o rosto da morte.
Está seco o poço onde lavamos
nossos olhos.
Apenas a morte conhece o que
somos.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
BORBOLETAS NEGRAS
BORBOLETAS NEGRAS
Olhos que me
contemplam
como
borboletas negras
nascidos da
dor
e temperados
com o sal do
desespero
são facas
afiadas
cravadas no
coração da noite.
domingo, 2 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
AS JANELAS
AS JANELAS
As janelas das
casas são espelhos
do tempo
quando
murcharam
todos
os caminhos
e onde
apenas brotam
as flores do esquecimento.
Só os olhos
de pedra
se lembrarão
para sempre.
poema premiado no Concurso Nacional
de Poesia de Ponta Grossa - PR
quarta-feira, 20 de junho de 2012
BOCA DA NOITE
Boca da noite
O pica-pau bica o
tronco,
bica as horas
marteladas no
relógio da igreja.
Na árvore ao lado
um bem-te-vi protesta
contra o relógio e
o pica-pau.
É noite e ele quer
dormir.
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