quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A FLOR NA CALÇADA





A FLOR NA CALÇADA
  
Indiferente
às impurezas do mundo,
na beira da calçada
a flor esplende.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

MONTANHAS


































                         Ecoa na paisagem
                         o murmúrio das montanhas.




terça-feira, 17 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A PAISAGEM



















                                                 

                                                            Para encher os olhos e a alma




quinta-feira, 21 de junho de 2012

AS JANELAS












AS JANELAS


As janelas das casas são espelhos
do tempo

quando
murcharam
todos
os caminhos

e onde
apenas brotam as flores do esquecimento.

Só os olhos
de pedra
se lembrarão para sempre.



poema premiado no Concurso Nacional 
     de Poesia de Ponta Grossa - PR




quarta-feira, 20 de junho de 2012

BOCA DA NOITE




Boca da noite

O pica-pau bica o tronco,
bica as horas
marteladas no relógio da igreja.
Na árvore ao lado
um bem-te-vi  protesta
contra o relógio e o pica-pau.
É noite e ele quer dormir.




https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif


terça-feira, 12 de junho de 2012

LAREIRA




LAREIRA


As taças vazias sobre a mesa
A lenha ardendo na lareira
Não dizemos nada
Apenas contemplamos.

O amor é feito de silêncio.





sexta-feira, 1 de junho de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

ARIRAMBA


























                                       
                                             A voz dos pássaros abre a manhã.





terça-feira, 22 de maio de 2012

AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?































         AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?


Na cidade dura
no concreto frio
bocas concretas
mastigam a vida.

Nas mãos encardidas
o peso da noite
o peso da morte.






terça-feira, 15 de maio de 2012

TEUS OLHOS BEBERAM O LEITE DA NOITE






























                                    De que cor é a casa do esquecimento?






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quarta-feira, 2 de maio de 2012

UMA TERRA































UMA TERRA


Era uma terra onde os homens
não tinham boca nem olhos,
erguiam as suas casas
com os tijolos do caos.

Plantavam mas não colhiam,
a terra comia tudo,
sua força e sua vida,
seu sangue, seu coração.

Se eles tivessem olhos
poderiam ver o dia
em que da terra brotaram
gordas espigas vermelhas
feitas de suor e sangue.





terça-feira, 24 de abril de 2012

QUADRO































QUADRO

Na sombra imaginária das árvores mortas,
uma mulher borda os vestidos da tristeza.






segunda-feira, 16 de abril de 2012

SILÊNCIO VERDE































                                                 Ecoa na paisagem
                                                 o silêncio das montanhas.







terça-feira, 10 de abril de 2012

O CALDEIRÃO































O CALDEIRÃO


 O caldeirão na prateleira
 entre os trastes inúteis
 cheio de memórias.