quinta-feira, 5 de julho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
AS JANELAS
AS JANELAS
As janelas das
casas são espelhos
do tempo
quando
murcharam
todos
os caminhos
e onde
apenas brotam
as flores do esquecimento.
Só os olhos
de pedra
se lembrarão
para sempre.
poema premiado no Concurso Nacional
de Poesia de Ponta Grossa - PR
quarta-feira, 20 de junho de 2012
BOCA DA NOITE
Boca da noite
O pica-pau bica o
tronco,
bica as horas
marteladas no
relógio da igreja.
Na árvore ao lado
um bem-te-vi protesta
contra o relógio e
o pica-pau.
É noite e ele quer
dormir.
terça-feira, 12 de junho de 2012
LAREIRA
LAREIRA
As taças vazias
sobre a mesa
A lenha ardendo
na lareira
Não dizemos
nada
Apenas
contemplamos.
O amor é feito
de silêncio.
domingo, 10 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?
AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?
Na cidade dura
no concreto frio
bocas concretas
mastigam a vida.
Nas mãos encardidas
o peso da noite
o peso da morte.
terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
UMA TERRA
UMA TERRA
Era uma terra
onde os homens
não tinham boca
nem olhos,
erguiam as suas
casas
com os tijolos
do caos.
Plantavam mas
não colhiam,
a terra comia
tudo,
sua força e
sua vida,
seu sangue,
seu coração.
Se eles
tivessem olhos
poderiam ver o
dia
em que da
terra brotaram
gordas espigas
vermelhas
feitas de suor
e sangue.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
OS OLHOS DO MENINO
OS OLHOS DO MENINO
Sentado
na porta da cozinha
acariciava
um cão sarnento.
Tanta
tristeza nos olhos dos dois.
Inútil
falar com o menino:
a
única resposta era o olhar.
(
Uma dor tão grande
como
eu nunca tinha visto.)
Nunca
mais pude esquecer aqueles olhos.
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
PEDRA BAÚ
Pedra Baú (S. Bento do Sapucaí - SP) vista do alto do Bauzinho
Não foi muito fácil, mas hoje eu cheguei lá.
sábado, 10 de março de 2012
POÉTICA
POÉTICA
Estavam sujas todas as palavras.
Levei-as ao fogo
para que se purificassem.
Agora, secas e torcidas,
elas se quebram em minhas mãos.
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