terça-feira, 29 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?
AINDA HÁ CANÇÕES PARA CANTAR?
Na cidade dura
no concreto frio
bocas concretas
mastigam a vida.
Nas mãos encardidas
o peso da noite
o peso da morte.
terça-feira, 15 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
UMA TERRA
UMA TERRA
Era uma terra
onde os homens
não tinham boca
nem olhos,
erguiam as suas
casas
com os tijolos
do caos.
Plantavam mas
não colhiam,
a terra comia
tudo,
sua força e
sua vida,
seu sangue,
seu coração.
Se eles
tivessem olhos
poderiam ver o
dia
em que da
terra brotaram
gordas espigas
vermelhas
feitas de suor
e sangue.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
OS OLHOS DO MENINO
OS OLHOS DO MENINO
Sentado
na porta da cozinha
acariciava
um cão sarnento.
Tanta
tristeza nos olhos dos dois.
Inútil
falar com o menino:
a
única resposta era o olhar.
(
Uma dor tão grande
como
eu nunca tinha visto.)
Nunca
mais pude esquecer aqueles olhos.
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
PEDRA BAÚ
Pedra Baú (S. Bento do Sapucaí - SP) vista do alto do Bauzinho
Não foi muito fácil, mas hoje eu cheguei lá.
sábado, 10 de março de 2012
POÉTICA
POÉTICA
Estavam sujas todas as palavras.
Levei-as ao fogo
para que se purificassem.
Agora, secas e torcidas,
elas se quebram em minhas mãos.
segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O SILÊNCIO CANTA
O SILÊNCIO CANTA
O silêncio canta no verde
que cobre a montanha.
Os barcos tatuam sua velas
na paisagem.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O MORTO
O MORTO
É um morto
apenas,
nada mais que
um morto.
Mais nada
espera
e nada sente.
Não mede os
lucros,
nem os
prejuízos.
A terra apenas
é a sua herança.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A MORTE DAS PALAVRAS
A MORTE DAS PALAVRAS
As lembranças perdidas dormem
sob a pedra.
A borboleta se abaixa sobre
a rosa morta.
As facas do ódio cortam
as palavras.
Sem forças
e sem cor
as palavras morrem
na noite
que se desfaz em lágrimas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
SAPATINHOS
Sobre as
pedras na margem do rio
um par de
sapatinhos.
O rio estendeu
seu lençol
sobre o menino
e o fez dormir
no seu leito
para sempre.
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