sexta-feira, 24 de junho de 2011

Meus pássaros











                                         
              Nem todo pássaro é impossível.   




sexta-feira, 17 de junho de 2011

ALVORADA




                                    ALVORADA


A lua sonhadora treme
e se despede da ruazinha sem saída.

As primeiras luzes da manhã
aparecem sobre os altos muros.

O vento move com suavidade
a verde copa das árvores.

O sol espia desconfiado
por detrás das montanhas.

As vozes da fonte e dos pássaros
vão abrindo a manhã.



sábado, 11 de junho de 2011

AMOR E SILÊNCIO




LAREIRA


As taças vazias
sobre a mesa
A lenha
ardendo na lareira
Não dizemos
nada
Apenas contemplamos.

O amor é feito de silêncio.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ampulheta

























Ampulheta

As nossas preces de areia
não são capazes de calar
o alarme pontual da morte.



sábado, 4 de junho de 2011

segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

As violetas



                                                              AS VIOLETAS

                                            O mundo é uma concha vazia.
                                                       As violetas pendem do silêncio.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paisagem




PAISAGEM

O céu é uma borboleta azul
abrindo as asas sobre a terra.

As penas dos pássaros flutuam
nos dedos do vento.

Um cavalo pasta a paisagem.
O arco-íris dança sobre o rio.

As árvores mergulham no espelho d’água.
As cigarras se queimam em música.



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segunda-feira, 25 de abril de 2011

O espelho





  
O espelho

Na eternidade baça do espelho
dois olhos perdidos me olham.



                                 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A JANELA CEGA




A JANELA CEGA

Debruçado na janela cega
bebe o vazio,

procura o esquecimento.

Pendura os olhos no varal
do tempo

para não ver a rosa
que sangra no espelho.



terça-feira, 12 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caverna





CAVERNA        


Na escuridão e no silêncio

tão intensos

eu quase aprendi o que é o nada.






domingo, 3 de abril de 2011

Ensaio



                                                      
                                                 

                 
                Ensaio



  Dormir é quase morrer.



                    

quinta-feira, 31 de março de 2011

Na tarde




        
                                  NA TARDE

A cigarra se queima
em música.

As árvores se miram
no espelho d’água.

                            Uma flor flutua.



                                  __________

                                   Dei uma entrevista a Hilton Valeriano
                                   no blog Poesia Diversa.




sábado, 26 de março de 2011

Anoitecer



                                          ANOITECER


                                         O silêncio
                                         abre as asas tristes.

                                        O dia se consome.

                                        Uma rosa e o crepúsculo
                                        agonizam.



                                          ________________


quinta-feira, 10 de março de 2011

Dor




                                

                DOR


Mataram as minhas borboletas azuis.




sexta-feira, 4 de março de 2011

TEAR

.


                                Tear


                 Tecendo desenhos entre o céu e a terra,
                 as folhas voam como borboletas loucas.
                                                          
                                        

                                   

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Travessura



                                                                      
TRAVESSURA

O vento sacode
as saias das nuvens
penduradas no varal do céu.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Inocência




Inocência


Um caixãozinho branco sobre a mesa.
Com um pequeno triciclo a menininha
dá voltas e voltas ao redor
sem compreender
por que puseram ali o seu irmãozinho.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alba

      

 Alba


Bebo a água do dia
O sol cintila em minha língua

O vento dança em meus cabelos
Meus pés descalços tocam a terra

Uma grande toalha de silêncio verde
Se estende diante de meus olhos

Um pássaro paira no céu
É azul a sombra do universo.



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Se quiser ouvir este e outro poema, visite
CONEXÃO BRASIL FM.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aconchego



                                                        
 A tarde se veste de silêncio.
O sol sangra o azul do céu.
Sob as asas do pássaro, o dia se recolhe.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Casinha



                                         

                         
                                 Casinha simples, tão à vontade na paisagem.                                        
                                 Parece ter brotado da terra como as árvores.



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A NOVA POESIA BRASILEIRA

                  
                     Com muito prazer, estou no blog do


                     Benilson Toniolo: A NOVA POESIA BRASILEIRA.


                     Quem quiser conferir os poemas que ele selecionou....


                      
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domingo, 23 de janeiro de 2011

Candelabro




                                      CANDELABRO


               Pedaço de céu
               se incendeia.
               Candelabro.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Instantes




            1. Dádiva

Hoje nasceu uma flor no meu jardim.
Eu pude vê-la.


2. Não tenho mais quintal

                        Um galo perdido no tempo
                        canta na minha janela todas as manhãs.


3. Degrau

No alto degrau do dia
O pássaro olha o céu
e sonha.


4. Andorinha

Hoje uma andorinha pousou na janela.
Ficou mais bonita a minha manhã.


5. Fonte

As águas do rio davam de beber
a um cardume prateado de estrelas.


6. Luz

Na manhã iluminada
as flores se abrem
como o sorriso de Deus.


7. Resíduo

Tenho apenas um punhado de areia em minhas mãos.
Mas o mar ainda canta em meus ouvidos.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cacos




1. Encontro

No poço fundo
Da noite oca
A morte estúpida
Mostra seus dentes.


2. Destino

Entre pedras vestidas de verde
morrerei de cantar,
como as cigarras.


3. Apenas

Apenas o silêncio
da rosa no vaso
e a minha dor.


4. Bagagem

Comigo vai apenas o meu nada,
diz o silêncio nos lábios do morto.


5. Solidão

Sou um fruto esquecido
numa árvore morta.


6. Árvore
                                           
Teu grito
meu silêncio
frutos da mesma dor.


7. O espelho

Na eternidade baça do espelho
dois olhos perdidos me olham.



domingo, 9 de janeiro de 2011

Sede


                                                                    Espatódea (Spathodea nilotica)
                                           


                                              Sede

                                      Amanhece.
                                      As flores abrem as bocas sedentas
                                      e bebem, gota a gota, a luz do mundo.




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inscrições





1. Leveza

Era leve o pássaro
e ainda mais leve o seu canto.


2. O timoneiro

A noite cai sobre o meu barco.
Para onde me levará o vento?
             
3. Gregueria

Leve-me flores quando o meu relógio morrer.


4. Madrugada

Para cantar a madrugada
não é preciso que o galo
conheça os seus mistérios.


5. Infinitamente

Canto a tristeza
de não ser flor.


6. Dor

Alimentei meu pássaro
com a morte.


7. Vestimenta

Queimei os meus vestidos.
Quero vestir-me apenas de palavras.

  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!



                                   Ano novo, vida nova.


                            A vida se renova 
                            nas águas do poema.





segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Anunciação




                                             ANUNCIAÇÃO

As maritacas gritam anunciando a chuva.
No bico, o sangue doce das amoras.



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sementes





SEMENTES


1.

Pálido pássaro pousado
na tênue luz da manhã.


2.

Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.


3.

No coração da árvore
a memória do rio.


4.

Eu não nasci,
vim do mar.


5.

Quero o poema como um grito no escuro.


6.

Arranquem meus olhos.
A flor está morta.


7.

Uma agulha cerzindo o universo.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poesia Diversa

Estou no Poesia Diversa, do Hilton Valeriano.
Se quiser ver e aproveitar para conhecer um belo blog, clique aqui.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A CABRA




A CABRA

Na manhã iluminada
o verde abre seu ventre.

A fome dançando no olhar,
a fome florindo nos dentes.

O verde que enche os meus olhos
enche a barriga da cabra.

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O José Carlos fez um poema para o bode,
eu fiz para a cabra.

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sábado, 20 de novembro de 2010

Iluminações





ILUMINAÇÕES



1.

No espelho do tempo
a pedra há de florir.



2.

Meus olhos conhecem
o segredo das pedras.



3.

Canto para o pássaro.

Tenho uma árvore no peito.



4.

De tanto olhar o ninho
nos meus olhos
nasceram pássaros.



5.

Tecendo desenhos entre o céu e a terra,
as folhas voam como borboletas loucas.



6.

O grito dos bem-te-vis sangra o silêncio do dia.

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Poema-antologia feito com poemas já publicados.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O relógio dorme




O relógio dorme

Meu velho relógio dorme
assim como dormiram
seus antigos donos,
meu avô e meu bisavô.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os grandes LPs - ou - o velho Vinil


Os grandes LPs, o máximo para se ouvir música com o som perfeito, ou o vinil, como dizem hoje, recriando um saudosismo de um tempo que nem viveram. Mas eram sublimes os LPs, era sublime a música ouvida naqueles bolachões – mas também não os chamávamos bolachões, nome depreciativo, não, nós os respeitávamos. É bonito agora ver renascer esse respeito – pela música mais encorpada, mais autêntica. Hoje são quase infinitas as maneiras de se reproduzir uma música, mas, porque infinitas, também artificiais.

Talvez muita gente discorde desse julgamento, quem sou eu? Deem uma olhada neste blog – EXTINÇÃO – para conferir. Extinção! Antes que acabe. LPs do mundo inteiro – de graça! Basta pagar o frete e uma pequena contribuição para se manter esse que se autodenomina Museu do Futuro. É uma graça! Nada é de graça neste mundo, mas vale a pena conhecer. Talvez você goste. Talvez você goste pelo menos de conhecer.


U.K. PUNK ROCK: RESISTANCE 77

BANDA PUNK INGLESA FORMADA EM 1979,
BELÍSSIMO DISCO EM PERFEITO ESTADO DE CONSERVAÇÃO!





A Momentary Lapse of Reason foi o primeiro álbum da banda Pink Floyd após o abandono de Roger Waters em 1985. Com os singles "Learning to Fly" e "On the Turning Away", chegou a Nº 3 de vendas, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os olhos do menino





Os olhos do menino


O menino sentado na porta da cozinha
acariciava um cão sarnento.

Tanta tristeza nos olhos dos dois.

Inútil falar com o menino:
a única resposta era o olhar.

( Uma dor tão grande
como eu nunca tinha visto.)

Nada fiz por ele, apenas fui embora.
Mas nunca mais pude esquecer aqueles olhos.

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O nome da cachorra da foto é Mudança - apareceu na casa de um amigo quando chegava a sua mudança.