sexta-feira, 14 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Leveza




Leveza


Era leve o pássaro
e ainda mais leve o seu canto.

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Foto e poema Sônia Brandão

sábado, 10 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

domingo, 21 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Jaula




Jaula

Os olhos do macaco
atrás das grades
doem em mim.

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Foto e poema: Sônia Brandão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O pássaro impossível




Cortaram-me as asas e a garganta.
Nada esperem de mim.

Sou um pássaro impossível.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Buscando a lua.





Vagamos pela noite buscando a lua que desmancha no rio a sua luz prateada.
Sorvemos o barulho indescritível dos sapos, rãs, insetos e das aves noturnas.
Andamos pela ponte, livres e felizes. Somos dois bichos estranhos, em perfeita comunhão com a noite e seus mistérios.


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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os anjos




É inútil matar os anjos.
Onde jogar as asas?
Onde enterrar os corpos?

Anjos não têm asas.
Anjos não têm corpos.

Os anjos são eternos.
Cada vez mais fortes,
após cada morte,
renascem dentro de nós.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Resíduo




Tenho apenas um punhado de areia
em minhas mãos.
Mas o mar ainda canta em meus ouvidos.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O sangue da rosa



Perdido na noite,
os olhos vazios.

Na mesa, um punhal.

Na lâmina fria
o sangue da rosa.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conchas secas




As palavras se fizeram conchas secas
e adormeceram no poço do silêncio.
O espelho da tarde se partiu.
Uma rosa agoniza junto à cruz.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vestimenta




Queimei os meus vestidos.
Quero vestir-me apenas de palavras.

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domingo, 27 de setembro de 2009

O silêncio de Deus


Capa de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão


A MOEDA DO SILÊNCIO

Nas mãos cinzas da névoa
a moeda do silêncio.
Os pássaros petrificados
nas árvores secas.

Os sapatos à beira da estrada
à espera dos pés de ninguém.
Uma fina lâmina de vidro
quebra-se.

Deus de areia, noite escura
de Deus.
Uma lâmpada sem óleo,

a luz negra,
a chave enferrujada
e a pátina no chão do deserto.

JCMBrandão, O Silêncio de Deus, 2009.

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O Silêncio de Deus está sendo lançado pela internet, com impressão sob demanda, um tipo de edição que chegou ao Brasil somente este ano.

Quem quiser adquirir um exemplar, basta fazer o pedido que o seu livro será impresso em São Paulo e, dentro de 5 a 10 dias, o receberá pelo correio.

O grande problema da poesia é a falta de divulgação. Com este método, os livros serão bem divulgados em blogs e sites.

Quem estiver interessado em conhecer mais, acesse o blog

www.poesiacronica.blogspot.com

ou vá direto a

http://clubedeautores.com.br/book/5402--O_silencio_de_Deus .

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Iluminação




Sentada na terra
tenho o coração pequeno.

O grande frio da noite
quer descer sobre mim.

Mas num repente
o céu se ilumina.

Brilha uma estrela,
tudo se transforma.

Suavemente
abre-se a flor

do meu coração.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cristal



MEMÓRIA

No coração da árvore
a memória do rio.


RÉQUIEM

Arranquem meus olhos.
A flor está morta.


RETRATO

Invento o que existe.
Sou poeta.


O PÁSSARO IMPOSSÍVEL

Cortaram-me as asas e a garganta.
Nada esperem de mim.
Sou um pássaro impossível.


CREPÚSCULO

No alto do eucalipto
o pássaro bebe a tarde.


RECATO

Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.


ORIGEM

Eu não nasci,
vim do mar.


ABSOLUTO

Uma agulha cerzindo o universo.

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Fiz uma pequena antologia de meus poemas mais curtos.

sábado, 11 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Sem palavras




Desprezo as palavras inúteis.
Quero o poema como um grito no escuro.
Mais nada.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Buscando a lua



Vagamos pela noite buscando a lua que desmancha no rio a sua luz prateada.
Sorvemos o barulho indescritível dos sapos, rãs, insetos e das aves noturnas.
Andamos pela ponte, livres e felizes. Somos dois bichos estranhos, em perfeita comunhão com a noite e seus mistérios.

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domingo, 21 de junho de 2009

Enigma




O que veem os olhos da coruja
quando me olham
como se me despissem?

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Foto e poema: Sônia Brandão

domingo, 7 de junho de 2009

Galope




Meu coração
é um cavalo louco

sangrando como o sol
atrás das colinas.


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Foto e poema: Sônia Brandão

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Prenúncio




Pálido pássaro pousado
na tênue luz da manhã.

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Foto e poema: Sônia Brandão

sábado, 23 de maio de 2009

O cão da morte



Já não há luz
nem som
nem movimento.

Apenas o cão da morte
me faz companhia.

Espera impaciente
o momento de irmos juntos
para lugar nenhum.

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Foto e poema: Sônia Brandão