quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O sangue da rosa



Perdido na noite,
os olhos vazios.

Na mesa, um punhal.

Na lâmina fria
o sangue da rosa.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conchas secas




As palavras se fizeram conchas secas
e adormeceram no poço do silêncio.
O espelho da tarde se partiu.
Uma rosa agoniza junto à cruz.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vestimenta




Queimei os meus vestidos.
Quero vestir-me apenas de palavras.

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domingo, 27 de setembro de 2009

O silêncio de Deus


Capa de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão


A MOEDA DO SILÊNCIO

Nas mãos cinzas da névoa
a moeda do silêncio.
Os pássaros petrificados
nas árvores secas.

Os sapatos à beira da estrada
à espera dos pés de ninguém.
Uma fina lâmina de vidro
quebra-se.

Deus de areia, noite escura
de Deus.
Uma lâmpada sem óleo,

a luz negra,
a chave enferrujada
e a pátina no chão do deserto.

JCMBrandão, O Silêncio de Deus, 2009.

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O Silêncio de Deus está sendo lançado pela internet, com impressão sob demanda, um tipo de edição que chegou ao Brasil somente este ano.

Quem quiser adquirir um exemplar, basta fazer o pedido que o seu livro será impresso em São Paulo e, dentro de 5 a 10 dias, o receberá pelo correio.

O grande problema da poesia é a falta de divulgação. Com este método, os livros serão bem divulgados em blogs e sites.

Quem estiver interessado em conhecer mais, acesse o blog

www.poesiacronica.blogspot.com

ou vá direto a

http://clubedeautores.com.br/book/5402--O_silencio_de_Deus .

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Iluminação




Sentada na terra
tenho o coração pequeno.

O grande frio da noite
quer descer sobre mim.

Mas num repente
o céu se ilumina.

Brilha uma estrela,
tudo se transforma.

Suavemente
abre-se a flor

do meu coração.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cristal



MEMÓRIA

No coração da árvore
a memória do rio.


RÉQUIEM

Arranquem meus olhos.
A flor está morta.


RETRATO

Invento o que existe.
Sou poeta.


O PÁSSARO IMPOSSÍVEL

Cortaram-me as asas e a garganta.
Nada esperem de mim.
Sou um pássaro impossível.


CREPÚSCULO

No alto do eucalipto
o pássaro bebe a tarde.


RECATO

Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.


ORIGEM

Eu não nasci,
vim do mar.


ABSOLUTO

Uma agulha cerzindo o universo.

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Fiz uma pequena antologia de meus poemas mais curtos.

sábado, 11 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Sem palavras




Desprezo as palavras inúteis.
Quero o poema como um grito no escuro.
Mais nada.

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