domingo, 27 de setembro de 2009

O silêncio de Deus


Capa de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão


A MOEDA DO SILÊNCIO

Nas mãos cinzas da névoa
a moeda do silêncio.
Os pássaros petrificados
nas árvores secas.

Os sapatos à beira da estrada
à espera dos pés de ninguém.
Uma fina lâmina de vidro
quebra-se.

Deus de areia, noite escura
de Deus.
Uma lâmpada sem óleo,

a luz negra,
a chave enferrujada
e a pátina no chão do deserto.

JCMBrandão, O Silêncio de Deus, 2009.

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O Silêncio de Deus está sendo lançado pela internet, com impressão sob demanda, um tipo de edição que chegou ao Brasil somente este ano.

Quem quiser adquirir um exemplar, basta fazer o pedido que o seu livro será impresso em São Paulo e, dentro de 5 a 10 dias, o receberá pelo correio.

O grande problema da poesia é a falta de divulgação. Com este método, os livros serão bem divulgados em blogs e sites.

Quem estiver interessado em conhecer mais, acesse o blog

www.poesiacronica.blogspot.com

ou vá direto a

http://clubedeautores.com.br/book/5402--O_silencio_de_Deus .

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Iluminação




Sentada na terra
tenho o coração pequeno.

O grande frio da noite
quer descer sobre mim.

Mas num repente
o céu se ilumina.

Brilha uma estrela,
tudo se transforma.

Suavemente
abre-se a flor

do meu coração.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cristal



MEMÓRIA

No coração da árvore
a memória do rio.


RÉQUIEM

Arranquem meus olhos.
A flor está morta.


RETRATO

Invento o que existe.
Sou poeta.


O PÁSSARO IMPOSSÍVEL

Cortaram-me as asas e a garganta.
Nada esperem de mim.
Sou um pássaro impossível.


CREPÚSCULO

No alto do eucalipto
o pássaro bebe a tarde.


RECATO

Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.


ORIGEM

Eu não nasci,
vim do mar.


ABSOLUTO

Uma agulha cerzindo o universo.

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Fiz uma pequena antologia de meus poemas mais curtos.

sábado, 11 de julho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Sem palavras




Desprezo as palavras inúteis.
Quero o poema como um grito no escuro.
Mais nada.

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Buscando a lua



Vagamos pela noite buscando a lua que desmancha no rio a sua luz prateada.
Sorvemos o barulho indescritível dos sapos, rãs, insetos e das aves noturnas.
Andamos pela ponte, livres e felizes. Somos dois bichos estranhos, em perfeita comunhão com a noite e seus mistérios.

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domingo, 21 de junho de 2009

Enigma




O que veem os olhos da coruja
quando me olham
como se me despissem?

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Foto e poema: Sônia Brandão

domingo, 7 de junho de 2009

Galope




Meu coração
é um cavalo louco

sangrando como o sol
atrás das colinas.


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Foto e poema: Sônia Brandão

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Prenúncio




Pálido pássaro pousado
na tênue luz da manhã.

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Foto e poema: Sônia Brandão

sábado, 23 de maio de 2009

O cão da morte



Já não há luz
nem som
nem movimento.

Apenas o cão da morte
me faz companhia.

Espera impaciente
o momento de irmos juntos
para lugar nenhum.

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Foto e poema: Sônia Brandão

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Imagens do Ceará

























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Fotos: Sônia Brandão
Foram essas imagens - ah, esses lugares belíssimos, de uma beleza indescritível - que me encantaram na minha viagem ao Ceará.

sábado, 2 de maio de 2009

Saciedade



Banhei-me de sol e sal,
de chuva,vento e mar
nas praias do Ceará.

Dei de beber aos meus olhos
nas águas do Jaguaribe.

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Foto e poema: Sônia Brandão.