quarta-feira, 6 de maio de 2009
Imagens do Ceará
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Fotos: Sônia Brandão
Foram essas imagens - ah, esses lugares belíssimos, de uma beleza indescritível - que me encantaram na minha viagem ao Ceará.
sábado, 2 de maio de 2009
Saciedade
Banhei-me de sol e sal,
de chuva,vento e mar
nas praias do Ceará.
Dei de beber aos meus olhos
nas águas do Jaguaribe.
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Foto e poema: Sônia Brandão
.
sábado, 4 de abril de 2009
Voo noturno
Agora sabemos o que nenhum anjo sabe.
Agora somos o tempo.
De nossos corpos outras noites nascerão
e juntos voaremos nosso vôo noturno
nas asas do desejo.
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terça-feira, 31 de março de 2009
Antes da aurora
Busco a morte
como quem busca o sono.
Morrerei antes da aurora.
Tenho anjos sobre meus ombros.
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Foto e poema: Sônia Brandão
quinta-feira, 26 de março de 2009
Onde a luz?
A ausência
na areia da memória.
Com que asas
hei de encontrar a luz?
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Foto e poema: Sônia Brandão
domingo, 22 de março de 2009
Lembrança
De repente,
como um grito,
a noite veio
e
te levou.
Ficaste apenas
no retrato
adormecido
nos meus olhos.
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Poema e foto: Sônia Brandão
quarta-feira, 18 de março de 2009
Umbral
Quando a noite cai
sobre os umbrais,
somos flores
de silêncio
e solidão.
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Poema e foto: Sônia Brandão
sábado, 14 de março de 2009
Decisão
Entre morrer e não morrer
Escolhi as palavras.
Voam de minhas mãos
Como pássaros ou punhais.
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Poema e foto: Sônia Brandão
quarta-feira, 11 de março de 2009
Por que choro
O poeta me pergunta:
Por que choras, mulher?
Choro porque o dia é oco
como um poço seco.
Choro porque a noite
pulsa sobre as flores
que amanhã não se abrirão.
Choro porque não posso
parar o pássaro da morte
que me leva em suas garras
e me faz pedra e pó.
Poema e foto: Sônia Brandão
segunda-feira, 9 de março de 2009
Ouvindo a canção
Na estrada da morte
meninos de pedra
quebram seus sonhos.
(Foto da internet)
domingo, 8 de março de 2009
O pássaro audaz
Quando se fecha a concha do dia
Um pássaro audaz canta em mim
E devora os pastos do silêncio.
(Foto e poema de Sônia Brandão)
quinta-feira, 5 de março de 2009
O açude da memória
Foto: Sônia Brandão
O ovo do pássaro fecunda o tempo.
Mergulho fundo no açude da memória.
Voo da infância à maturidade.
Abro os olhos para o que sou
E o instante em que dormirei
Como dorme o crepúsculo.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Bebo a vida
A morte é uma fábula.
Navego no vazio do tempo.
As canoas morrem de borco
Na areia da beira do rio.
Foto: JCBrandão
domingo, 1 de março de 2009
O Jardineiro
Foto: Brandão
O jardineiro morria um pouco
em cada canteiro que plantava.
Cada semente
levava um pouco do seu corpo.
Cada flor
levava um pouco da sua alma.
...Agora é primavera
e o jardineiro
dorme para sempre em seu jardim.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Fonte
Foto: Sônia Brandão
As águas do rio davam de beber
a um cardume prateado de estrelas.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A gruta
As pedras respiram o silêncio.
O mar é silêncio.
Estou só como um pássaro sem árvore.
Não conheço os caminhos da noite.
Meus olhos estão fechados.
Meu coração vigia.
2.
Entre anjos, arcanjos e potestades
estou onde deveria estar.
Pássaros brotam das pedras
para beber os meus olhos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Cavalgada
Foto: Sônia Brandão
Faço um cavalo
de vento e vertigem.
Vagamos pela noite.
Subimos juntos a montanha.
Ele,
cheirando o silêncio,
pastando os sonhos entre as pedras
Eu,
bebendo a vida
fartando-me de estrelas.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Mergulho
Foto: Sônia Brandão
Mergulhei na água escura dos teus olhos.
Num voo de pássaros solitários
Procuramos no silêncio o nosso amor.
Saciados nos deitamos sobre a relva.
Descansamos onde o vento canta e treme.
Um casaco de estrelas nos cobria.
Era de prata o teu rosto sob a lua.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Réquiem
Foto: Sônia Brandão
Arranquem meus olhos.
A flor está morta.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A rosa agônica
Foto: Sônia Brandão
Vesti-me de silêncio
e impassível
sentei-me à sombra da morte.
Minha espera
é enorme
como a noite.
Uma rosa branca
agoniza
em minhas mãos.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Desdita
Foto: Sônia Brandão
Agonizo.
Parti minhas asas
no seu coração de pedra.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Enchendo os olhos
Nuvens
Lago celeste
Pôr-do-sol
Sabiá
Anu preto
Nascente do rio São Francisco
Portinari - Igreja Matriz de Batatais - SP
Represa de Furnas
Sempre-viva - Serra da Canastra
Queda d'água - Serra da Canastra
Nascente do rio São Francisco (2)
A casa do lago
Lua em Bariri - SP
Beija-flor
Parque das águas - Águas de Santa Bárbara- SP
Pica-pau
Orquídea
Cachoeira - Águas de Santa Bárbara - SP
Fotos: Sônia Brandão
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Penas
Foto: Sônia Brandão
Querendo ser pássaro
o homem criou asas.
Mas suas asas são tão frias...
e como pesam suas penas!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Puisi
Puisi adalah manisan
yang terbuat dari butir-butir kepahitan
Puisi adalah gedung yang megah
yang terbuat dari butir hati yang gelisah
(Dodong Djiwapradja - poeta indonésio)
Poesia
Poesia é um doce
feito de sementes de amargura
Poesia é um magnífico edifício
feito de sementes de um inquieto coração
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Despojos
Joguei no rio
minhas palavras.
Talvez alguém
as recolhesse.
Estou mudo
e só.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Recato
Fechem os olhos dos lírios.
Não deixem que me vejam nua.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O silêncio
No rio inquieto
o murmúrio das águas
onde te espelhas.
Não te reconheces.
Teu sangue
ainda flui nas águas.
Existes.
Como se já não fosses
ou fosses outro.
Pouco importa.
Basta o silêncio
das pedras no caminho.
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