quarta-feira, 31 de maio de 2017

CICATRIZES




CICATRIZES



A noite cai sobre a cidade imunda.
Uma mulher disputa com os gatos as sobras das lixeiras. Seus pés inchados se arrastam  sobre as cicatrizes abertas na carne das ruas.
Olha para o céu e clama: De que me serve estar viva?











3 comentários:

Sinval Santos da Silveira disse...

Querida, Sônia Brandão !
Que tragédia, meu Deus !
Quantas pessoas, neste momento, se
encontram enredadas na situação, em
linguagem poética, descrita por ti.
Parabéns ! Adorei.
Um carinhoso abraço e grato por mais
este lindo presente.
Sinval.

Tais Luso disse...

Olá, Sonia!
Comovente, sensível poema, e cada vez se vê mais, e mais...
Beijo, saudades daqui...

© Piedade Araújo Sol disse...

comovente...muito mesmo...

:(