quinta-feira, 14 de abril de 2011

A JANELA CEGA




A JANELA CEGA

Debruçado na janela cega
bebe o vazio,

procura o esquecimento.

Pendura os olhos no varal
do tempo

para não ver a rosa
que sangra no espelho.



14 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

os momentos de solidão sentida tem sempre uma ruptura.

bjs

Fernand's disse...

"olhos no varal que secam pelos raios. auto punição por não terem brilhado pelo que viram".

C@urosa disse...

Pois é, minha querida poetisa Sônia Brandão, o tempo que se vai e sangra o espelho da alma...

forte abraço do leitor,

c@urosa

Fred Caju disse...

Muito bom, Sônia! Há tantas outras janelas que queremos manter cegas...

Raíz disse...

Belíssimo, Sônia!

Saber ver na hora precisa!

Beijos

Mirze

Nilson Barcelli disse...

Há janelas assim...
Belo poema, gostei querida amiga.
Boa semana, beijos.

Claudia Almeida disse...

Preferem o esquecimento talvez por alguma experiencia desmotivada...

bjs

Wilson Torres Nanini disse...

Sônia,

todos, por vezes calçamos máscaras (necessárias). A autoescureza talvez seja a mais ingênua delas.

Essa sua poesia tão depurada sustenta o que penso haver de melhor na literatura.


Abraços!

Marcos Campos disse...

Lindo !!

Bazófias e Discrepâncias de um certo diverso disse...

Pq temos essa chata obrigação de ver alguma coisa? Olhar não significa necessariamente ver... deixe-me olhar além...

muito bonito! abs

tossan® disse...

O mundo até pode cegar mas a luz está sempre nos ofuscar mesmo assim. ´Magnífico! Beijo

Mar Arável disse...

... entretanto despontam os cravos

Graça Pereira disse...

Uma janela é uma moldura onde tanta coisa pode ser colocada e vista...só que o olhar ás vezes...não vê nada, está perdido no tempo!
Cada vez gosto mais daquilo que escreves.
Beijo e uma boa Páscoa.
Graça

livia soares disse...

Muito bacana o seu blog.
Sinto que voltarei aqui...
Um abraço.