sábado, 23 de maio de 2009

O cão da morte



Já não há luz
nem som
nem movimento.

Apenas o cão da morte
me faz companhia.

Espera impaciente
o momento de irmos juntos
para lugar nenhum.

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Foto e poema: Sônia Brandão

12 comentários:

Nydia Bonetti disse...

Que sejam anjos a nos fazer companhia e que sigamos juntos, para um lugar pleno...
um beijo

Bea - Compulsão Diária disse...

Que sejam gatos;)) a nos fazer companhia e que esse lugar seja acolhedor

tossan disse...

Não importa mais nada, o que vale agora é que a nossa emoção sobreviva! Bela a tua poesia, não é apenas sonho tem um pouco do real, do cotidiano. Beijo


As palavras surgiram no último instante

Não houve ausência, por haver confiança

Ainda mantém-se o afecto, a paixão, e os sentimentos deram lugar as atitudes

Por isso pressinto a delicadeza, nossos feitos tem a chama autêntica

Não assemelho a grandeza do sentimento

Defronte desse amor, enlaço o mar, e envolvo-te em meus braços

Nossa essência se afirma nas virtudes dos nossos afectos.

Gleidston

AC Rangel disse...

Este cão há de nos acompanhar. Assustadoramente.
Beijo carinhoso

Marcos Campos disse...

Olá Sonia!!
Texto forte, impressionante!!
Boa semana!
Beijo!

Cris Animal disse...

Sônia querida, esse poema me fez lembrar uma história linda que vivi com um cão...uma entre centenas de histórias que vivo com animais.
Isso me trouxe a nobreza da fidelidade, a paz da espera, mesmo sem saber o que esperar. Isso me trouxe o sopro do divino.
Obrigada, pq vivi um momento mágico lendo vc!
Um beijo grande!

BC disse...

Um texto com magia, e com uma força especial
Beijo

Angela Ladeiro disse...

Com pouco se pode dizer muito, mas é para os dotados. Lindo poema.

leonorcordeiro disse...

Poema belo e forte!
Como é bom passar por aqui...
bjs!

Ana Martins disse...

Muito forte mesmo... Parabéns!

Beijinhos,
Ana Martins

GRAÇA GRAÚNA disse...

Que sejam passaros a nos fazer companhia e que Ñanderu nos acolha nessa trajetória. Bendita seja a tua poesia. Bjos, Grauninha

Tais Luso de Carvalho disse...

Ops! Esse poema mexe com a gente; e não dá para negociar com ela...

Um grande beijo
tais luso