domingo, 1 de março de 2009

O Jardineiro

Foto: Brandão


O jardineiro morria um pouco
em cada canteiro que plantava.

Cada semente
levava um pouco do seu corpo.

Cada flor
levava um pouco da sua alma.

...Agora é primavera
e o jardineiro
dorme para sempre em seu jardim.

13 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Deixamos um pouco da nossa alma em tudo que fazemos, por isso morremos um pouco a cada dia nas sementes que vamos deixando.
Um lindo domingo e obrigado pelas visitas.
beijo

Maria disse...

Que lindo o poema, e que foto inspiradora. Interessante é que uma amiga me pediu um discurso de formatura, homenageando os profs. que ministraram o curso. Ela me pediu em dezembro, e só há poucos dias a inspiração chegou. O curioso é que eu escolhi comparar o mestre a um jardineiro zeloso e fiel. Até que o discurso fiou legal, e agora que li seu texto, achei uma linda coincidência, e veio para reforçar que eu escolhi a comparação certa.

Agulheta disse...

Sónia! Em tudo que criamos e plantamos fica um pouco de nós sempre,a semente que germina e nós vamos morrendo um pouco.
Beijinho Lisa

Maria disse...

Olá! Tem um prêmio para você no meu blog.
Você deve salvar o selinho no seu computador e depois postá-lo com as indicações de mais 5 blogs.
Mil abraços!

Cris Animal disse...

Que coisa mais linda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sônia, que poesia maravilhosa.

Obrigada pela força e carinho no último comenbtário. Ativismo pela libertação dos animais é a minha vida. Minha paixão. Razão tão importante quanto meus filhos!

beijo enorme pra vc
...............Cris Animal

Angela Ladeiro disse...

Gostei das fotos e da sensível poesia

Cadinho RoCo disse...

Tal como o jardineiro, somos semeadores do que de alguma maneira irá florir em algum lugar por onde passamos, aquilo que semeamos.
Cadinho RoCo

lobices disse...

...grato pela amável visita
...um abraço

GRAÇA GRAÚNA disse...

Sonia: antes de mais nada obrigada pela visita ao meu blog. Hoje cedo sai de casa bem devagar pisando os paralelepipedos. Passei pelas casas e não vi nenhum jardim e achei triste caminhar sem o verde por perto. Depois de passar o dia inteiro longe de casa, abro a janela virtual e vejo a beleza do jardim que emana da tua poesia. Parabens.
Gostei do título do seu blog, onde venho buscar fôlego para soprar a zarabatana. Obrigada por você existir. Bjos de luz, Grauninha

Pedro Luso de Carvalho disse...

Sônia,

Parabéns pelo lindo poema.

Abraço
Pedro

Sight Xperience disse...

Palavras bonitas e que fazem sentido.
Todos os "artistas" e neste saco integro, mecânicos, pintores, artífices, fotografos, escultores, escritores...TODOS morrem com cada trabalho seu, não fosse ele AMADO e como tal extraído do seu SER.
Parabéns pelo seu blog e em particular pelos seus textos!

Tais Luso de Carvalho disse...

Sônia, lembro quando criança, que meus pais tinham um jardineiro: magrinho, desnutrido e pobre, mas sempre feliz quando plantava nossas roseiras, um pouco de grama, podava aqui e ali...Nunca esqueci daquele jardineiro que me contava histórias enquanto trabalhava. Acho que quando se trabalha com flores e terra se cultiva alegria, também. Hoje quando vou a alguma floricultura, noto a mesma coisa. Não sei que mistério pode haver. Através de teu poema, lembrei de minha infância!

Beijos
Tais

pacatatu disse...

Meu bisavô era jardineiro e eu tenho um começo de história sobre ele e as suas rosas que enfeitavam os casarões em SPaulo... tenho um poema sobre o semeador que poderá te interessar. A semente leva o semeador! Lindo o seu poema